11.8.06

BOOM!!

-No comments!


*Uma observação:
Porque é que as árvores não crescem sítios planos?

3.8.06

Mantra do dia

Salvé
Salvé
Magnum Stago*!



(*Para mais informações, ver dois ou três posts abaixo!)

1.8.06



A calmia está para rebentar.
Perdi-me longe do teu olhar e finalmente esqueci-me.

Nas cascas das laranjas amargas

Não vás assim, tão perdida.
Não corras assim, tão sentimentalmente.

Porque se achas que já são horas....
Já foram. Muitas.
A seguir os minutos.

Desenhaste formas de barcos

E ainda bem que chove.

E deixaste-os escorrer

Por um rio que ja não sobe.

(thanks, again. your pics are great. dear, Mat.)

31.7.06


Dou por mim a sentir a minha vida à mercê do descontrolo. É como se visse a mim, aos que são meus – ou assim os penso, através de um filtro. Um filtro desfocado, como se fosse uma cortina.

Apercebo-me que a minha vida tomou um rumo que não reconheço como um percurso que poderia ser o meu. Um estado de embriaguez entorpece-me o espírito que já é irrequieto. Para que as voltas que dou voltando ao mesmo lugar mas noutra plataforma. Distorcida.

A minha realidade compõe-se com os factos que me deveriam ser novos mas, parecem instalados como se estivessem lá desde sempre, com os vícios que são meus. E assim, mil e umas vezes mais olho-me ao espelho e não me reconheço e cada vez mais o meu rosto faz sentido para a imagem que tinha de mim, porque as minhas preocupações são outras que nunca pensei serem as que tenho. É com se estivesse noutro sítio quando chega a altura de fazer opções e quando voltas e olhas e…

Nada acontece, então. E fico ou deixo-me ficar. Porque as colinas estarão para sempre lá e a areia e o vento e o mar e os rios e as flores e as árvores. E os pássaros que me irritam de manhã.

Durmo sonolentamente. E não acordo. Porque tenho medo que seja um sonho.

E afinal, a manhã já passou. Alívio contido. Porque estou de férias.


(A pedido de numerosas famílias, foi o post possível sobre férias...ai... Mais uma vez, obrigada, Afonso! )

26.7.06

a melhor invenção depois da roda...



...é que tantas intriguices deixaram-me mal disposta...

17.7.06

Há pessoas que me intrigam...



(a foto roubei-a ao google...encontrei-a quando fazia a busca da palavra "intriga"... intrigante?)

SIm, é aqui mesmo! Muito obrigada!

14.7.06

Há dias em que acordo assim.




...Its getting faster, moving faster now, its getting out of hand, On the tenth floor, down the back stairs, its a no mans land, Lights are flashing, cars are crashing, getting frequent now, Ive got the spirit, lose the feeling, let it out somehow...

(Disorder.Joy Division)

7.7.06

Saiu de casa apressado. Pegou na mala de ferramentas e abalou. Diziam que era bom moço e muito bom trabalhador. Diziam que era amigo de ajudar mas, não falava muito. Era pouco dado à bola e aos copos. Alinhava na malha, de quando em vez. O que gostava mesmo era de ficar sentado na borda do passeio a traulitar canções e a inventar histórias sobre os pássaros. Os pássaros que lhe enchiam a retina e os ouvidos criados numa serra pequenina. Abalou para a fábrica. porque ía muito atrasado. Dizem que adormecera, o que era estranho, porque o rapaz deitava-se cedo. Nem ao café vinha. Só ao Sábado. Dizem que nunca lhe ouviram suspiros pelo totoloto ou pela partida para a cidade. Que gostava muito disto. Que não largava isto por nada. Era um rapaz muito jeitoso. Trabalhador...e humilde, muito humilde. Abalou. De vez. Mas, que não pode ter sido, que algo lhe aconteceu, será que foi assaltado pelo caminho? A Guarda não encontrou nada. Nem a família pode responder porque não sabe. Mas ainda ficou de passar cá a semana passada para me arranjar a porta do galinheiro. E ele nunca faltava. Ai que mundo este, Meu Deus...


(mérci bien, chére Mathieu Neuforge)

30.6.06

Didn´t I?

Under your command
Did I not do well
Was not my record fine

Under your command
Wouldn't I have walked straight through hell
And did I ever look down

Under your command
Didn't I walk naked and cold
Did I spare any pains

Under your command
Wasn't I courageous and bold
Did you ever hear me complain

Under your command
Did my hand ever shake
Didn't I stay cold as ice

Under your command
Did I leave any trace
Was I not great telling lies

Under your command
Was I not true to the cause
Did I not swallow my pride

Under your command
Did I not follow your laws
Did I ever mind


Stina Nordenstam - Dynamite 99

22.6.06


O S. João não me deu nenhum balão.

Levantou-se e foi-se embora.

Deixou-me uma ovelha tresmalhada e pediu-me que olhasse por ela.

Ainda bem que o gato não é alérgico ao pelo.


O S. João pediu-me que não rimasse, por favor.

Acedi-lhe sem cedilha.

Também não gosto de rimas.

E a ovelha bale que se farta e come a comida do gato.


O S. João queimou-se numa brasa muito quente.

Não lhe fiz um curativo.

Deixei que a fogueira amainasse como o vento e ri-me muito na cara dele.

A ovelha não gostou. Mordeu o gato e foi-se embora.

Com o S. João ao colo.

15.6.06



Na pressa esqueço-me.
E passas tão depressa por mim.




(Obrigada, Marco O. És a minha estreia favorita. Outra vez, obrigada!)

13.6.06

Para a minha Barbarella! Porque isto só pode melhorar!




Tenho uma arma secreta
ao serviço das nações.
Não tem carga nem espoleta
mas dispara em linha recta
mais longe que os foguetões.

Não é Júpiter, nem Thor,
nem Snark ou outros que tais.
É coisa muito melhor
que todo o vasto teor
dos Cabos Canaverais.

A potência destinada
às rotações da turbina
não vem da nafta queimada,
nem é de água oxigenada
nem de ergóis de furalina.

Erecta, na noite erguida,
em alerta permanente,
espera o sinal da partida.
Podia chamar-se VIDA.
Chama-se AMOR, simplesmente.

(António Gedeão)

12.6.06

"O poeta é um fingidor" - F. Pessoa

Fingidor: É o trabalhador que exclusiva ou predominantemente imita com tintas madeira ou pedra (definição do Contrato Colectivo de Trabalho para a Indústria da Construção Civil e Obras Públicas)


Afinal, um artista é sempre um artista!

8.6.06

Este blog está absolutamente neurótico. Mas não faz mal.

7.6.06


Historias que contarte a la orilla del crepúsculo,
muñeca triste y dulce, para que no estuvieras triste.
Un cisne, un árbol, algo lejano y alegre.
El tiempo de las uvas, el tiempo maduro y frutal

(excerto retirado de "Veinte poemas de amor y una canción desesperada", por Pablo Neruda)
(Obrigada sempre, Jorge! Fazes magia da magia que reconheces aos alvos da tua objectiva.)


6.6.06

Pergunto-me (II)

Porque raio andam os portugueses malucos com o mundial ou com o euro ou com a taça ou com o campeonato ou com uma liga qualquer?
Mas é assim?
Nada mais interessa?
E não me venham com as merdas do "patriotismo" que eu ainda bato em alguém!
Juro que bato. Fico verde e vermelha e amarela de vergonha a olhar para as bandeiras nas janelas. Triste, não é?
Não é só os governos que temos. São as gentes que somos.
Afinal, não me pergunto só!

5.6.06

Mountains of Madness

(Porque não tenho telemóvel xpto nem máquininha digital..."roubei" a foto daqui!)



Esclarecimento:

The Tiger Lillies, estiveram em Serralves com o espectáculo Mountains of Madness. Música de cabaret no seu melhor! Acompanhados por Alexander Hacke (dos Einstürzende Neubauten) e com a ajuda dos efeitos visuais de Danielle de Picciotto, recriando a atmosfera do escritor gótico H.P. Lovecraft.

Foi magnífico. Puro e simples.


1.6.06

Booo

Voodoo Girl

Her skin is white cloth,
and she's all sewn apart
and she has many colored pins
sticking out of her heart.


She has many different zombies

who are deeply in her trance.
She even has a zombie
who was originally from France.



But she knows she has a curse on her,
a curse she cannot win.
For if someone gets
too close to her,

the pins stick farther in.


(Do senhor Tim Burton e do seu livro "The Melancholy Death of Oyster Boy", imagens incluídas. Só porque me apetece e eu gosto muito!!)

26.5.06

23.5.06

Luxúria





(Pronto, é assim: aceitam-se donativos compram aqui e depois é só enviar ao meu cuidado. Muito obrigada!)

18.5.06

Sr. Jacinto

Jacinto contava com muitos anos de restauração. A simpatia, construída com o tempo e embalar da vida que foram escondendo as dificuldades de há vinte anos, de há trinta, de há tanto tempo que já não se lembra, nem quer lembrar. Hoje a vida está muito bem.

Levanta-se cedinho, dá um beijo à mulher, outro à mãe, que é um doce e chora de cada vez que presencia um acto de bondade, e sai para o café. Há milhares de coisas a tratar. Não é rico nem quer ser. Adora a condição de ter que trabalhar e recebe as contas fixas de telefone, luz e água com um prazer mórbido de quem tem um orgulho escondido por poder pagar.

Há já muitos anos que se dedica a servir cafés curtos ou compridos a senhoras e a senhores. Com jornal ou com cheirinho. Só para começarem a manhã.

Todos os dias, reclama sobre o Sporting com alguém. Elogia o governo, porque é preciso por ordem nisto e com um embaraço separa sempre uns restinhos do almoço para uma cigana de cabelo negro de fome que lhe mendiga uma sopa. Fiado, nunca!

Sente que esta juventude é mais alegre. Gosta de ver os cabelos de cores diferentes. Os brincos deslocados para outros lados do corpo que também é pintado como o dos índios. Só lhes lamenta a falta de crítica. Ai, que não fazem ideia do que é atravessar a fronteira com panfletos comunistas debaixo de dois quilos de roupa. Jacinto nunca o fez. Mas, suspira como quem era obrigado a frequentar a paróquia enquanto os vizinhos heróis eram com bravura torturados por uma PIDE nessa lide habitual. De tempos menos bons mas, com mais moral!

Jacinto suspira debaixo do olhar aquilo que sente ser a sua vida rodeada das outras que rodeiam as suas. Porque ao servir cafés curtos ou pingados torradas ou meias, Jacinto sente-lhes a vida que não pronuncia, porque é naturalmente despercebido. Cheio de vida e de amor de uma vida tão simples.
A seguir a qualquer dia veio um qualquer outro. Mais longo ou mais curto. Depende sempre do ponto de vista da negação.

(Jorginho...já estou a recorrer ao arquivo antigo...manda mais...pleeeease! )

15.5.06

















Adormeço calmamente. Sinto calmamente.
À noite. Que me chegas.
Depois de uma demorada ausência é sempre bom saber que a razão prevalece! Ai, que me dói a barriga de tanto rir!!

5.5.06

Pergunto-me (I)

Porque será que há muita gente que não percebe a diferença entre : "Perdeste" e "Perdes-te"; "Comeste" e "Comes-te"(...)?

Por favor, alguém explique aos professores de Português que isto é uma epidemia!!
Alguém lance uma campanha a nível nacional, em power point ou adsl, ou outra forma de choque tecnológico, e expliquem às pessoas o que são formas verbais e o que são pronomes reflexos, por favor!!!

Muito obrigada!

28.4.06


O paraíso é logo a seguir!

(Mais uma foto roubada. Obrigada, Mat)

27.4.06

A Tia Susie....

é uma tia babada!!
Parabéns, meus anjos!

20.4.06

Eu acho que...

Este blog anda demasiado lamechas!

Estes meninos prometem...

A MINHA ODISSEIA...: CONCERTO DE "CONTRABANDO"

Não fora eu amiguinha....

Estou sentado à tua espera. No fim do muro que ameaça ruir. Onde passa por mim o vento descalço. A desculpar a tua ausência.

Estou parado à tua espera. No fim da rua que ameaça fugir. Onde me dizem que não vens E nem me és.

Estou parado à tua espera. No fim de uma nuvem que ameaça chover. Onde me dizem que me faltas.

Por isso fui e dou-te adeus. Porque me deste a àgua que me afoga.


(Obrigada, Rui. Espero que me desculpes a ousadia...)

13.4.06











O ar que lhe chegava às narinas era fresco como novo,
carregado de humidade deixava adivinhar nevoeiro cerrado
que não descerrou.
Conseguia ouvir o ronronar das rolas
ou outros animais com bico
e com penas.

12.4.06

eu hoje acordei assim












...nas nuvens....e a querer fugir....



(Um outro muito obrigada, Mathieu)

10.4.06

Pergunto-me:

Porque será que as pessoas pensam que tudo o que é posto num blog é pessoal/relativo a quem neles escreve?

Faça o que pensar sonhe o que desejar, nunca estarei saciada. Porque me custa pensar no que fazer e não durmo o suficiente para sonhar.

(Obrigada, Afonso.Outra vez...)

7.4.06













- Olha, lá. Perdoas-me se eu me esquecer de ti? Não será por mal, entendes-me? Perdoas-me?...

E a distância matou-os.

5.4.06









Antes assim que nunca mais. Porque,

Fomos um para o outro o que não seríamos para ninguém.

O ódio penetrou-te o ADN.

O ódio consumiu-me como fogo.

Sou cinza e distracção.

E enquanto não te expurgar. Mais letras preencherão palavras.

Mais manias a minha consumação.


(Obrigada, Afonso! Mais uma vez...)

3.4.06

One Of Us Cannot Be Wrong

I lit a thin green candle, to make you jealous of me.
But the room just filled up with mosquitos,
they heard that my body was free.
Then I took the dust of a long sleepless night
and I put it in your little shoe.
And then I confess that I tortured the dress
that you wore for the world to look through.

I showed my heart to the doctor: he said I just have to quit.
Then he wrote himself a prescription,
and your name was mentioned in it!
Then he locked himself in a library shelf
with the details of our honeymoon,
and I hear from the nurse that he's gotten much worse
and his practice is all in a ruin.

I heard of a saint who had loved you,
so I studied all night in his school.
He taught that the duty of lovers
is to tarnish the golden rule.
And just when I was sure that his teachings were pure
he drowned himself in the pool.
His body is gone but back here on the lawn
his spirit continues to drool.

An Eskimo showed me a movie
he'd recently taken of you:
the poor man could hardly stop shivering;
his lips and his fingers were blue.
I suppose that he froze when the wind took your clothes
and I guess he just never got warm.
But you stand there so nice, in your blizzard of ice,
oh please let me come into the storm.

by Leonard Cohen

Para suspirar com som, de preferência....

Gula


(Para a LeelooDallasMultipass!)

29.3.06












Olho-te
Assim
No escuro.
E cai-me
Uma lágrima
Ao mar.
Digo-te
Amanhã
Se me cansei
De te chorar.

27.3.06

Carolina

“Quanto é o bilhete, por favor?”

“Para onde quer ir?”

“Até ao Carvalhido, passa lá, não passa?”

Com um aceno respondeu que era um Euro, retirou um bilhete do monte preparado e arranjado por um elástico de escritório, entregou-o e ficou à espera que ela contasse ou reunisse os trocos em moedas castanhas que se debatiam furiosas dentro da bolsa minúscula procurando alcançar a quantia exacta.

O autocarro finalmente seguiu. Sentou-se no único lugar à beira da janela entre um rapaz borbulhento e fanático de informática, tendência escondida atrás dos óculos grossos, as suíças mal cortadas, o olhar vago e as revistas debaixo do braço que denunciavam os conhecimentos de linguagens estranhas e binárias e de java e não de jade, e um senhor muito sozinho e esquecido, pela maneira desalinhada em que se apresentara provavelmente num café de juventude aos amigos mais velhos. Ou a ninguém. Os olhos não tinham o brilho que os olhos costumam ter. Eram de um brilho enevoado. As mãos haviam sido de um malandro ou de gente fina. Os dedos desse homem velho e esquecido eram de finura e candura, descobria-se uma pele que não fora viciada pelo trabalho físico ou agreste, porque as mãos ainda pareciam macias de quem nunca experimentou um calo. Mas, agora era só um velho esquecido num banco de dois lugares num autocarro que passava ao Carvalhido.

Enquanto o autocarro deslizava entre passadeiras de peões, semáforos intermitentes, mulheres grávidas nos passeios e adolescentes nas paragens, Carolina engolia o resto do café ainda mentalmente e percorria vezes sem contas as palavras repetidas durante o jantar que oferecera em sua casa na noite anterior a três amigos mais próximos.

Durante o jantar, que não fora breve mas antes prolongado, inspiraram-se em rios tintos maduros do Douro e a voz de um dos presentes profetizou-lhe a solidão por afastamento imposto e consciente. Nunca perante os vidros brilhantes da cristaleira da sala que vez alguma conteve cristais e até serve de estante das relíquias que adquiriu ao longo dos anos, Carolina suspirara diante as palavras e ataques que lhe dedicaram nessa noite de jantar servido com entradas, direito a sobremesa e café com cigarrilhas. Vergou e inclinou a cabeça silenciosa à má disposição de quem se havia lembrado de lhe atirar culpas dos milhares relacionamentos que nunca soube manter nem com os amigos, apesar de se ter admitido que era por isso que as amizades eram fáceis de construir ao lado dela. Era fácil transpirar um ai de leve paixão por aquele sorriso magro, de linhas rectas e sinceras, porque Carolina estava sempre presente, mesmo quando desaparecia afundando-se ou dissolvendo-se na multidão e nunca mais ninguém a via, até ela decidir voltar. Carolina nunca quis dar razão aos amigos que a assombraram na noite anterior, porque foram todos vítimas da sua presença. Todos haviam querido ser heróis nos braços daquela figura frágil e esguia. Por isso decidira que não tinham razão e debateu com eles a noite toda, até que foram embora. O sono que não entrava bloqueado por essas palavras que ainda a seguiam quando se esqueceu do troco do café, quando se sentou no autocarro que a conduzia.

Muitos anos já teria assim? Pareciam tão poucos comparativamente a todo que ela ainda queria fazer e que só por si demorariam tanto tempo que ainda não estava de certeza na altura de pensar que a necessidade de assentar já não faz parte da pressão social imposta às mulheres, mas eram os próprios amigos, companheiros de ideais e de revoluções e independências que a sentiam despegada de companhia e de planos que a carregavam com acusações. Planos. Que planos, quando se sentia demasiado irresponsável para ter a seu cargo a missão de fazer um plano? Os planos são coisas projectadas e pensadas e que são feitos para não falharem, poderia lá ela dedicar-se a que plano fosse quando não tinha preparação de capitão ou comandante para ter a responsabilidade do rumo que as coisas deveriam tomar. Arre! E essa manhã custou imenso a passar. Porque começou na madrugada do fim do jantar e duraria provavelmente até que lhe caísse a Rita, colega do escritório no colo a chorar que o marido ou namorado - porque Carolina não tinha a certeza, nem eles, se eram casados ou não - era um bruto e não lhe ligava nenhuma e preferia ficar a jogar “play station” com os amigos e essas coisas todas que os homens insensíveis ou distraídos são constantemente acusados de fazer.

Aí Carolina soltou um alívio quando a Rita chegou com os olhos inchados do choro de mais uma discussão e pode então, Carolina esquecer que andara barata tonta e nem dormira por causa dos amigos alarmistas e ciumentos da vida descomprometida que levava. Ai, que o ciúme é uma coisa muito feia!









Até um dia destes, amiga.

24.3.06





Ando às voltas o mais que posso.


Acabo sempre por me desencontrar.



(Obrigada, Mathieu.)

22.3.06



Regresso. De um regresso nunca definitivo.Regresso a casa, de vez. Por altura do galo cantar estarei adormecido sem névoa.
À cidade das coisas certas. Longe das ilusões. Perto, só dos sonhos.

(Obrigada, Afonso.)

21.3.06

17.3.06

Madrugada


Queria dizer-te que o teu mundo me fascina, ou o quanto me repele. Não compreendo sequer o porquê. Mas, posso fazer uma auto-análise à minha personalidade transviada e delirante. Quero acreditar que sei as razões, porque no fundo da minha loucura, o meu cérebro é racionalista e tem que dissecar os porquês, nunca dissociados dos valores mais inatos em que fui concebida e educada.

Porque sei e acredito.

Acredito que se um dia conseguissem adivinhar e perceber como sou chegariam à mesma conclusão científica e racional que explica, racional e cientificamente os meus porquês.

A conclusão será óbvia e curta.

Mas, decerto fica para outra vez. Porque me dá mais gozo falar com palavras que são o código dos meus segredos, mas são apenas delírios para quem as lê. É quase um conforto.

Quereria dizer-te que o meu mundo é estranho porque o faço. Estranho. Mas tão absurdamente simples, e para que ninguém o perceba complico! Ufa! Um alívio que é mentira mas, reconfortante.

Quereria dizer-te o quão é fácil apreciar a tua maneira de suspirar e o sorriso das tuas feromonas… Quereria dizer-te o quão fácil é ficar inspirada pelo teu jeitinho de adormecer. Dele, memória vã.

É um vento que sopra lá fora e quase desmaio. De uma infelicidade amargurada. Mas doce.

E a pose de anjinho, com um piscar no olho que faz a tentação do teu olhar ser diabólico.

E é chegar à conclusão que quando te apercebes que afinal já não compreendes o que se passa à tua volta e quase imediatamente essa linha de raciocínio tem que se transportar para o facto que também, e assim, afinal não te conheces. Oh, havia tanto que te queria dizer, mas não posso, porque não saberia como.


(Mais uma vez. Obrigada, Jorge.)

13.3.06

Gonçalo

Os dias demoram-se quando a demora das nossas decisões tardam em surgir. Um dia e depois outro e mais outro e não que baste só o pensar no que se poderá fazer. Não basta apenas achar que se tem capacidade para fazer quando é necessário fazê-lo.

As manhãs seguiam-se umas às outras na vida de Gonçalo. Entre festas e aulas e festa e festas, dedicava algum tempo à construção de maquetas complicadas e tema de avaliação nas aulas difíceis, estruturadas ao pensamento abstracto de construir pontos no espaço de modo a não incomodar nenhuma galáxia ou constelação.

Depois de descobrir que não tinha mais leite no fundo do pacote já defunto decidiu que o café da manhã lhe sabia bem melhor no tasco do Sr. Jacinto, junto à estação.

E foi com estas manhãs que o Gonçalo se habituou ao mimo dos pardais no passeio e agora tira-lhes fotos com o telemóvel que é máquina de filmar e de gravar som e de consultar a internet e que também dá para fazer chamadas.

Toma o café, regista o passeio dos animais que esvoaçam à volta dos pedaços de pão que lhes atira uma velhinha de puxo feito no cimo da nuca, escrevinha o nome da miúda que conheceu a noite anterior e lhe fez companhia na madrugada. Puxa o cabelo bem atrás e pronto para mais um dia para a faculdade onde vai se vai sentir derrotado, mais uma vez, por não conseguir acompanhar o raciocínio dos jogos de cartas que os colegas inventam.

Esquece porque é que gosta tanto dos pardais e da senhora que lhes dá pão.

Tinha três anos de idade por fazer e recorda das mãos do avô os passeios que davam no centro da cidade e o que tinha de fugir das pombas que o cobriam quando o avô o cercava de milho tornando-se um isco totalmente acidental das milhares ou só centenas de pombas que caiam atraídas com o som do cereal a bater na calçada escorregando pelo Gonçalo abaixo que só queria era fugir porque as pombas eram muitas. Enquanto isso, o avô ria orgulhoso da estátua de penas agitadas em que se tornara o neto. Deve ser por isso que hoje Gonçalo se fixa nos pequenos pardais que não são tão violentos, mais modestos e pouco rabugentos, assim como a mão doce da velhinha com o puxo no alto da nuca que não alimenta pombas, mas um bando de pardais à solta, como se estivessem em Paris, numa qualquer esplanada sobre o Sena. Com as vozes melódicas da brisa de fim de tarde a anunciar um momento de arte ou sublimação com o chilrear contente dos bandos. À solta. E porque é pão e não milho...


Saudades que tenho tuas.

Palavras que quero tuas.

Avanço sem ver.

Corro sem crer.

Descanso na alma do ar.

Morro sem fôlego.


(Obrigada, Jorge. Pelas fotos que insisto em roubar-te e pô-las aqui.

10.3.06

Cinema Batalha

Isto são boas notícias! Quer dizer... acho eu. É. Não acho. Tenho a certeza! É bom que, uma das mais bonitas casas de espectáculos do Porto, finalmente ganhe um fôlego, vida. Após anos e anos de abandono.
Sempre gostei daquele cinema. Lá, vi os primeiros filmes. Lá, dei a mão ao primeiro namorado. E seja porque razão sempre gostei daquele cinema.

Por isso, agora fico à espera. Da programação. Da remodelação.
De finalmente poder passear naquela zona sem voltas no estômago.

9.3.06

... e aproveito para informar que:

"O Clube Literário do Porto tem a honra de convidar Vª Exª a estar presente na Inauguração da Exposição de Fotografia “Triângulo” de Jorge Garcia Pereira que terá lugar no dia 10 de Março, pelas 21.30 h."
A não perder!

Ahhhh, como muito bem visto por uma leitora atenta , faltou incluir a morada... Acontece, acontece....


É assim: Clube Literário do Porto: Rua Nova da Alfândega, 22. 4050-430 Porto

Passam os dias lustrosos que lhe anunciam chuva.
Ela toca piano, irritantemente.
Hoje o dia será igual, certamente.
E como uma luz que treme à tua chegada
Assim, eu erro, gramaticalmente.





(foto de A.)

Pronto! Está quase!

As mudanças não são significativas. Mas isto leva o seu tempo e tendo em conta que o mandarim é bem mais fácil que o "html" nem está mal de todo!
Agora, devagarinho, vou adicionando os links todos que aqui a Susie gosta e recomenda!
Por isso, tenham paciência...
estamos em remodelações profundas e voltamos assim que for possível! Pelo que apresentamos as nossas sinceras desculpas por qualquer inconveniente!

arrependimento



Chove.
Tremendamente.

8.3.06

Hoje (aparentemente) é O Dia Internacional da Mulher.
Por favor, alguém me explica que raio é que isso quer dizer??

2.3.06



É por causa destas coisas que o Carnaval é uma festa horrível e devia ser proibido!

1.3.06

suspiro (III)



Altero só agora este "post" para o deixar completo e acabadinho. A emoção de receber a foto que o adorna levou-me à precipitação de o deixar vazio mas, não o pude deixar assim. Porque, o amigo fotógrafo é-me muito querido, de longias histórias e recordações. E porque esse meu amigo deu-me notícias bonitas, como um sol anunciado. Parabéns, Mathieu!

(foto por Mathieu Neuforge)

27.2.06



Não sei. A falta que sinto.
Palavras abertas
Escritas e cerradas
Por um frio antigo. E que nunca me falhem
E as mãos e a cabeça.
Às palavras e ao papel.

22.2.06


Desta forma
Espero que venha
a mim.
No branco sem
cor só de branco.
Negro branco que
me cega.
Então adormeço.
Embalada na embalagem
que o branco me trás
Em pó.

17.2.06

suspiro (II)

Para mi corazón basta tu pecho,
para tu libertad bastan mis alas.
Desde mi boca llegará hasta el cielo
lo que estaba dormido sobre tu alma.

Es en ti la ilusión de cada día.
Llegas como el rocío a las corolas.
Socavas el horizonte con tu ausencia.
Eternamente en fuga como la ola.

He dicho que cantabas en el viento
como los pinos y como los mástiles.
Como ellos eres alta y taciturna.
Y entristeces de pronto, como un viaje.

Acogedora como un viejo camino.
Te pueblan ecos y voces nostálgicas.
Yo desperté y a veces emigran y huyen
pájaros que dormían en tu alma.



Veinte poemas de amor
y una canción desesperada
por Pablo Neruda

16.2.06

Isto também é serviço público!

blá blá blá...

muito giro. Gostei!
Ainda bem que o Engº Sócrates aposta tudo no choque tecnológico!
Ainda bem que o Engº Sócrates descobriu 150.000 empregos para atribuir!
Ainda bem que o Engº Sócrates acha que o seu Ministro dos Negócios Estrangeiros anda a fazer tudo bem!

Pena é que as escolas tenham ADSL e não tenham computadores a funcionar(mas podem sempre construir barquinhos com as carcaças dos computadores e passearem-se pelas salas de água inundadas por falta de tectos...)!

Pena é que o desemprego esteja aumentar à velocidade da sua inspiração(não é asmático, pois não, Sr. Engº? Mas também se for já deve ter ouvido das famosas Termas de Jurema. Sempre não corre tantos riscos como a esquiar...)!

Pena é que o Sr. Freitas do Amaral ache que o holocausto nunca existiu(estou a seguir um raciocínio de lógica, muito conhecido como a "Lógica da Batata", retórica muito apreciada e praticada pelo actual executivo!!)mas, deve estar contente com o seu amigo iraniano. Haja alegria!

Pena é que a chacota em que se está a tornar este país não possa ser censurada!E que os nossos políticos não possam ser censurados!
Se a democracia fosse uma cama de rosas a haver diferenças culturais estas resolver-se-iam assim!


"- But all I need is love!"
- humm... You should take a pill or two... "

10.2.06

Proverbs of Hell

Prisons are built with stones of Law, Brothels with bricks of Religion.
The pride of the peacock is the glory of God.
The lust of the goat is the bounty of God.
The wrath of the lion is the wisdom of God.
The nakedness of woman is the work of God.
Excess of sorrow laughs. Excess of joy weeps.
The roaring of lions, the howling of wolves, the raging of the stormy sea, and the destructive sword, are portions of eternity too great for the eye of man.
The fox condemns the trap, not himself.
Joys impregnate. Sorrows bring forth.
Let man wear the fell of the lion, woman the fleece of the sheep.
The bird a nest, the spider a web, man friendship.
The selfish smiling fool, & the sullen frowning fool, shall be both thought wise, that they may be a rod.
What is now proved was once, only imagin'd.
The rat, the mouse, the fox, the rabbit: watch the roots; the lion, the tyger, the horse, the elephant, watch the fruits.
The cistern contains; the fountain overflows.
One thought, fills immensity.
Always be ready to speak your mind, and a base man will avoid you.
Every thing possible to be believ'd is an image of truth.
The eagle never lost so much time, as when he submitted to learn of the crow.

William Blake

6.2.06

esperas



Para que os dias não esqueçam e o tempo passe mais rápido ou devagar. (Esconder atrás de um muro para que ninguém veja). É um refúgio. Para que ninguém note que não queremos estar ali, até porque o nosso ar é de compenetração e não convém que nos interrompam!

3.2.06

Mundividências:

O engano revelado é potencialmente mortal para o ego!

30.1.06

one way



Copos partidos e o vento entrou depressa naquela garrafa. Que ficou tão esquecida quanto vazia.
Olhou para trás e não viu nada. As lágrimas ocuparam o lugar dos sorrisos.
A garrafa jazia. O copo partido pela surpresa que nem teve tempo de ser anunciada estragando a surpresa que a surpresa sempre causa. Restando os cacos dos copos.
É o adeus anunciado.

24.1.06

um suspiro

A sorrir eu pretendo
levar a vida
Pois chorando eu vi
a mocidade perdida
Finda a tempestade
O sol nascerá
Finda esta saudade
Hei de ter outro
alguém para amar

Elis Regina
by Cartola / Elton Medeiros

20.1.06

Humpf!

-Bom Dia!
-Porquê?
-Para teres um BOM DIA!
-Para quê?
...

11.1.06

oração

A cada passo que dava sentia o estrangulamento. A traqueia já colada à faringe ou à laringe, distinções a parte.
Fecharia os olhos e de joelhos confessaria as suas mágoas ao homem simpático de veste católica. Sem lhe ver a cara e sem ser vista. Agradeceria o poder falar do sufoco no coração.
Mas os passos nunca se dirigiram para a casa de oração. Nunca sentiu o alívio de palavras soltas no cubículo de madeira rendada à pressa de algumas avé marias e pais nosso. E o mal ficou atravessado na garganta e algures entre aortas. Venosas e arteriais.

Como um espelho para onde recusa o olhar, bastando-lhe a dor que sente.

Nunca vai saber explicar. Como sabe explicar que bits são diferentes de bytes.

Porque o seu problema não é moral nem social. É da tristeza profunda que não tem forças para compreender.

O que a torna sonolenta de vida.

Um beijo de mim para ti, miúda.

6.1.06

Ano Novo...

O meu carro roubado há nove meses voltou a casa. Intacto. Uma vez mais, muito obrigada, Sr. ladrão.

Acho que este ano vai ser melhor qualquer coisinha....

25.11.05

A pedido de várias famílias....

A chuva levou-me e a chuva traz-me de volta.
Se calhar, foi o frio que me assustou.

Gosto pouco de pontos de exclamação.
Gosto pouco de pré-campanhas presidenciais anunciadas como um castigo para o Natal. Que se presume mais uma vez perdido para os aumentos de taxas de juro e de TGVês e aumentos de electricidade e crucifixos amaldiçoados pela religião comunista...

Arghhhhh!

Lamento que o próximo ano não traga melhorias anunciadas em sapatinho de S. João da Madeira...

Como odeio o politicamente correcto.

8.11.05

Chuva.
Meu único e sentido comentário: Humpff!!

28.10.05

Não há grandes novidades na vida dela.
As certezas esfumaram-se.
Agora espera pacientemente que os sinos da igreja clamem aleluias e que os autocarros não se atrasem muito. Não tem pressas mas, tem desejos de sair daquele lugar. Pela necessidade de rapidez. A vida dela esteve parada muito tempo sem que tivesse oportunidade de perceber.
Tomaram um copo num bar perdido da cidade. Fumaram muitos cigarros. E ela só tinha um nó no pescoço, perto do coração e do vómito que conduzia às lágrimas que corajosamente não verteu. Num sopro de razão não tinha razões para chorar. A despedida era dela. Pelo mal que lhe faz.
Mas seria essa a dificuldade que sentia na digestão? A incapacidade de regressar do estado de alienabilidade racional a que se deixara comprometer. Que a punha num estado de incompreensão do seu sistema neuro-simpático, e que não lhe permitia apreciar a bebida entornada no copo. Acompanhada de cigarros. Muitos, que lhe secavam a garganta e que lhe provocavam a tosse.
Não percebia. A dependência da prisão emocional a que se submetera.

Mas pronto! Foi desta! Terá mesmo sido? Já não promete. Nada. Espera só que o autocarro não se atrase muito e a leve dali. Com o vento e a chuva à mistura. Espera poder enterrar-se num banho quente sem espuma e num copo doce de mel e chá.
E que os dias que se seguem sejam muitos e rápidos. Para rapidamente esquecer-se de que foi outra pessoa que não sabia esconder dentro de si. E de quem nunca gostou. Desde a primeira vez.

Procurou respostas para o desconforto tímido e sufocante que sentia desde o início em sítios de respostas dúbias. Procurou o conforto em teorias de Leis Universais e em segredos naturais, escondidos em rochas e nas estrelas e no sussurro de vozes antigas. Só conseguiu suspiros. Escondia-se assim da pessoa que era. E de quem não gostava de ser. E não resultou.

A vida passava-lhe entre os cabelos sem corte e o olhar sem sorriso. E estava cansada.

Apesar dos copos que beberam, e de esperar o autocarro que a leve para longe até ao banho quente com mel e chá, sabe bem que o sorriso não lhe voltará tão facilmente. Aquela pessoa que de si se apossou vai ficar por uns tempos. Porque não a compreende. Não a consegue explicar. E por isso não promete. Porque já o fez muitas vezes.

Vai esperar. Resta-lhe esperar. Que venha o autocarro. Que os dias passem rápidos para não dar por eles. E talvez um dia volte a poder sentar-se a beber copos com cigarros e o sol brilhe mesmo lá fora.

27.10.05

Há coisas que eu não percebo!

O governo finalmente parece tomar medidas que careciam ser tomadas há muito. Terminar com os previlégios dos funcionários publicos. De aplaudir. Sem comentários.

Mas depois...dá nisto !!

E será que isto é para financiar o verdadeiro aborto?



Assim desisto. Ou alguém vem cá por ordem nisto...ou...ou........

14.10.05

Post ABSOLUTAMENTE Umbiguista!

Amigos, falta-me a V. atenção!
Hoje o dia contraria o de ontem. É que ontem estava escuro e frio e triste e chuvoso. Hoje está sol. Mas continua o dia escuro e frio e triste e chuvoso.

Deve ser porque chegou o Outono...

5.10.05

acho que me esqueci!

Hoje é feriado. Ou me esqueci porquê ou acho que não quero saber!

30.9.05

Um poema




Pesquisava Alphonse Muncha, encontrei E. Munch, e muito bem, digo eu!

28.9.05

Férias...

E na continuação do divagar que são os dias. Devem passar devagar, quando passam galopantes, sem sequer que lhes sinta paladar ou tacto. Entre os dedos escapam grãos de dias como areias.
Faltando canções de magia que suspenda o sol num fio de aço e aquela nuvem do canto esquerdo da minha tela que proteja aquele bocadinho de sombra. Só para quando me maçar muito. O sol. Lá ao fundo, a brisa paralisada saída da voz de Zeus, agora calmo. Por favor, dócil.
Assim, o único aroma permitido seria o das férias. Plantas verdes do Alentejo, a noite silenciosa de Bragança. O bater das asas de um pássaro qualquer português. Férias. Mesmo cá dentro. Com trago a coentros e MAR da serra.

Em histórias desiguais destronei a má rainha que me queria ver destruída, destronada desterrada, enterrada? Nos meus sonhos, os cabelos meus eram brilho e a minha beleza segurança de convicções. Seguras. Apertadas e confiáveis. As vozes não choravam. Sorriam, sorrindo a alguém forte por eles e por elas sem nunca cansar e tão bem assumir o protector papel de guardiã de vidas aos milhares de desesperança porque é sempre tão mais fácil pedir que alguém tome conta de nós, deixando-nos a liberdade de brincar no parque e criarmos aventuras às dezenas, mas sermos cuidados e alimentados e aquecidos e acariciados.

Obrigados.

N.A.: pedido de desculpas antecipado por me fazer repetitiva!

26.9.05

porque estou um bocadinho lamechas....

remember how it used to be
when the sun would fill the sky
remember how we used to feel
those days would never end
those days would never end

remember how it used to be
when the stars would fill the sky
remember how we used to dream
those nights would never end
those nights would never end

it was the sweetness of your skin
it was the hope of all we might have been
that filled me with the hope to wish
impossible things
to wish impossible things

but now the sun shines cold
and all the sky is grey
the stars are dimmed by clouds and tears
and all i wish
is gone away
all i wish
is gone away

all i wish
is gone away



"To Wish Impossible Things"

Thank you, Robert!

15.9.05

estou tão cansada....

deve ser de andar a dormir pouco!

12.9.05

era mesmo isto que eu queria dizer (obrigada, Ju!)

Beggar

Could you give me a small part of yourself
I'm only asking for the tiniest part
Just enough to get me from here to there

Could you give me something
Anything at all
I'll accept whatever it is

Could you just put your hand on my head
Could you brush against my arm
Could you just come near enough
So I could feel as though you might be able to hold me

Could you touch me with your voice
Blow your breath in my direction

Is it all right if I look straight into your face

Could I just walk behind you for a little while
Would you let me follow you at a distance

If I had anything of value I'd gladly give it to you
If there's anything of me you want just take it

But don't think I'm this way with everybody
I almost never come to this
In fact usually it's the other way around

There's lots of people
Who would love to even have a conversation with me
Who even ask me if they can walk behind me

So don't get any ideas that I'm completely alone
Because I'm not

In fact you're the one who looks like you could use a little company

Where do you get off thinking you have anything to give me anyway

I have everything I need
And what I don't have I know where to get it
Any time I want

In the middle of the night
In the middle of the afternoon
Five o'clock in the morning

In fact I'm wasting my time right now
Just talking to you


por Sam Sheppard in "Savage Love"