9.4.07





A estrada ensina. Seja de pedras. Seja de pedra.
Aqui respiramos ar que é só ar. Vento que é ar. E chuva em forma de brisa.
Fomos doze. Ala que se faz tarde. E a manhã entardeceu em risos e dores nos pés e dores nas pernas. Mas a estrada ensina. O caminho que fizemos. O que ficou por fazer. Aquele que prometemos vir a fazer. Respirou-se na Serra da Freita. Sem complexos.


4.4.07

Este blog anda a passar uma fase difícil. É por estar na adolescência... Nunca sabe o que há-de vestir. Enfim, é esperar que passe!

3.4.07

Sítios onde ainda se pode respirar!

Vila Chã. Fim de Verão, 2006.


(Telinhos, não me digas que nunca viste disto por lá!?)

28.3.07

You fool!

(By Peter Zentjens)

Fairy tales
In my dreams. go further.
Or just forget.

Fairy dreams
In those tales. I can
Listen to distant voices.

Are you for real?

27.3.07

Uma história sem fim é um teatro de mentiras. Sem verdades e sem enganos.
As sombras são reais e os sóis
Luzes puras de néon.
As alegrias são lágrimas as lágrimas um sorriso abafado.
Por trás das cortinas jazem olhares e contas feitas.
Bom dia, teatro.

21.3.07

(Botticeli. Primavera. 1482)


Sempre considerei a Primavera o início do ano. Para mim, o ano começa idealmente com a entrada da Primavera. Ficou para trás o resto do ano passado. Inverno de cheiro a ano expirado.
Por isso se renovam as penas dos pássaros, os pelos dos gatos e as promessas de Verão.

E as esperanças. Que são tantas....


16.3.07

Tinny

Tens o sorriso dos ventos e a paciência dos tempos.
Tempos esses lá ao longe
bem longe
das palavras das àrvores completa de risos despertos e dispersos.

Que nunca perdeste.

Tens o amor de uma rocha antiga
A ciência dos pensamentos.

Psi não de vinte mas Psi de alma doce e sem fel.

És força inspirada na lágrima que te falta berrar.
És o mundo no teu coração.

e ADORO-TE e agradeço-te.

Parabéns, (oficialmente é hoje e isto é um blog oficial!) minha Tinny Minny!

12.3.07















(Foto por Robert N. Vary)


Já te disse mil vezes que não sei.
Já te berrei outras quinhentas que não podia saber.
Já desesperei por não te poder responder.
Tiras o espaço ao meu tempo.

Navego perdido nas paredes sujas do autocarro. Que nem sei para onde vai.
Só quero fugir de ti.
Só quero deixar de saber.
Onde morres, meu amor?


23.2.07

Breve "poema" de um João cheio de pressa

O João entrou a correr naquela esquina manhosa. Meteu a culpa num bolso e correu correu muito.
Não te atrases. Não te distraias com nada. Não pares. Não pares. Não pares.

As pernas pareciam longas enquanto corria pela vida, corria pela vida, corria pela vida, descorria na via. Via não longa atrás da esquina manhosa. Com culpas no bolso e um rio vivo de suor no rosto. Corria.
Para não perder amanhãs, ontens desperdiçados e só podia correr de atraso para a vida que levou carregada de culpas presas ao bolso do casaco desalinhado das curvas da vida.

A esquina que afinal não era manhosa findou tanta correria. Não era manhosa, era honesta de fins de vida.




Parabéns, meu querido.

Adoro-te. Adoro-te. Adoro-te. Adoro-te. Adoro-te. Adoro-te. Adoro-te. Adoro-te. Adoro-te. Adoro-te. Adoro-te. Adoro-te. Adoro-te. Adoro-te. Adoro-te. Adoro-te. Adoro-te. Adoro-te. Adoro-te.
Mil vezes infinito. Volta depressa.

6.2.07

Pela última vez...Referendo? Não, obrigada!

A minha consciência impede-me de ir às urnas no próximo dia 11 de Fevereiro! A minha consciência impede-me de decidir aquilo que não quero que ninguém decida por mim.
Não confiro legitimidade a ninguém para decidir por mim uma matéria tão pessoal.
Nem sequer percebo as razões que levaram à concretização deste referendo! Se o governo fez campanha eleitoral a prometer mudar o estado das coisas que o faça, sem mais.
Por mui bons argumentos a favor ou contra, se é vida ou não é, essa discussão que é tão teológica como o aparecimento da galinha e do ovo só interessa num único momento: aquele em que uma mulher se vê numa situação de gravidez indesejada. Porque nem sequer imagino o drama tão pessoal e tão único que se dá todos os dias.

1.2.07

Terrible Angels



If every angel's terrible
Then why do you welcome them
If every angel's terrible
Then why do you welcome them
If every angel's terrible
Then why do you welcome them
You provide the birdbath
I provide the skin
And bathing in the moonlight
I'm to tremble like a kitten
If blue eyed babes
Raised as hitler's little brides and sons
They got angelic tendencies
Like some boys tend to act like queens
Oh if every angel's terrible
Then why do you watch her sleep
You love to hear her sing
And wear purple eyes like rings
Well the flowers have no scent
And the child's been miscarried
Oh every angel's terrible
Said freud and rilke all the same
Rimbaud never paid them no mind
But jimmi morrison had his elevators
His elevators
He had his elevator angels
If every angel's terrible
Why do you hide inside her
Like a child in a skirt
The supermarket's loud and bright
And boy don't she feel warm tonight
Boy don't she feel warm tonight
Boy don't she feel warm tonight
If every angel's terrible...


Cocorosie - La maison de mon rêve - 2004

26.1.07




Aqui a tia Susie está cansada. Cansada das mesmas coisas. Do aborto ou não aborto. De sentenças justas ou não justas. De vôos ilegais ou não ilegais. A discussão anda sempre à volta do mesmo e nunca se ganha nada. Só porque, de facto, a manipulação da opinião pública é quem realmente manda em Portugal. Há muito. E por vontade ou sem vontade dos sucessivos governantes. A manipulação faz ganhar e perder eleições. Controla os nossos sentimentos por causas "alegadamente" públicas ou pessoais e transformadas em circos. Mas isto não é novo nem novidade. Mas é deveras cansativo!

25.1.07

Fantasia

Foi no imaginário que te criei.
Foi na névoa do que sinto que te deixei.
Amareleces sorrisos com o teu choro.
E não me perdoas.
Nem em abandono.
É agora na esperança caída
Que me levo e me elevo. Perdida?

12.1.07

João

As flores não sabem os segredos ideais. Como as nuvens não cantam coros de chuvas sábias. Os segredos do mundo guardamos no coração. Só os sentimos.

Plural em vez de singular. Como fé em vez de solidão.

Como diz a canção,
I've been waiting for a guide to come and take me by the hand.
Could these sensations make me feel the pleasures of a normal man.
New sensations bear the innocence, leave them for another day.
I've got the spirit, lose the feeling, take the shock away. joy division. disorder

E suspira-se. Como se o céu terminasse amanhã. Como se a alma se desencantasse.

Faz boa viagem e sê muito feliz.

Parabéns



À Rosa (minha sinhá favorita) .



Ao Venturinha (o menino dança?).

8.1.07

www.fangoria.es


foi na casa da música. no sábado. e foi giro. como são sempre os freak shows.

18.12.06


É quase Natal. Dizem que sim. Diz-se que o Natal está escrito nas paredes e nas ruas da cidade. Há violoncelos nos telhados. Uma jovens turista de França pacienta a escola antiga que o senhor de saberes antigos relembra das aulas da Mademoiselle Clara. Ensina-lhe, por amabilidade, os segredos das ruas estreitas do Porto. E a função de S. Nicolau fica cumprida. Por ali. Correm os rios das pressas nos passeios vidrados. E é quase Natal.

12.12.06

Praga de Natal

Além da musiquinha irritante com sininhos e merry xtmas, a verdadeira praga de Natal são os "jantares de Natal"! Bolas, para quem inventou o conceito! Não basta aturar os colegas de trabalho durante o ano - dizer mal, ranhosar criticar e implicar- e vai que a hipocrisia conhece o seu auge nesta altura. E, pronto! Lá corre a listinha para os convivas assinalarem o desejo de presença com direito a troca de prendas. Ai, de quem recusar por lá o nome! É bom que tenha desculpas do tipo "tenho o avô no Hospital" ou "nesse dia não posso que vou fazer uma rinoplastia!". Os desgraçados que vão, porque têm mesmo que ser, desembolsam vinte e cinco Euritos para jantar no Brasileirão- comida péssima com animação (ai que fico mal disposta!) e com sotaque das ex colónias, que o samba deles é que é bom! (not!) Tudo isto bem regado com o mal dizer de quem não foi ou não foi (propositamente) informado da festa! Os maridos ficam em casa ou as mulheres, tudo bebe vinho verde e sai do jantar com o bibelot reciclado do ano anterior e mortinho que haja outro jantar para despachar a escultura de mau gosto e de fabrico chinês! Tornam-se todos amigos do chefe por três horas e dizem piadas de loiras e discutem futebol, elas falam das decorações com reninhas e anjinhos e onde os maridos as vão levar para o Reveillon. E depois voltam a casa. Que a brigada não os faça parar e adivinhar-lhes os copos a mais!E depois voltam às secretárias e aos telefones e aos computadores. E continuo sem perceber porque insistem ano após ano.
Jantar de Natal é só um. Na noite de 24 de Dezembro, com a família, se a há. Ou com os amigos. Aqueles mesmo amigos. Por isso já sabem, não obrigada. Vou fazer uma rinoplastia e o avô tá no hospital!

29.11.06


A razão permanece sentada à minha frente. Vestida de alcatrão preto. Respira a água da chuva como uma prece. Nem a tento alcançar. Ela, a razão. Que se mantém imóvel. Como uma casa. E não foge. Dos pés e das mãos. Porque, o meu caminho impõe a distância e ela está sempre ali. Sentada à minha frente. Vestida de alcatrão preto.

13.11.06

Parabéns, Noivos!!

Nadir Afonso

Meninas, para que não haja dúvidas!!!

20.10.06



As senhoras falam dos mais novos. Das noras delas das noras dos outros. Dos filhos e das filhas. Entrelaçam as conversas com as alegrias que os netos não deram porque os filhos os esqueceram de ter. Tomam chá e comem bolo e acham mal que se fique em casa a tomar conta das crianças. Relembram aureas infâncias, mães vaidosas e pais extremosos.Vestem roupas caras e joviais, como são. E tem certezas e confianças nas suas idades e das idades das roupas que vestem. Usam palavas dos programas de cultura que conhecem e conhecem bem. Um delas é mais nova. Ou nora de alguma. Ouve mais e sorri, perfeiamente. Excelente aluna. E é gabada, entre um chá "que bem, que bem!".
E conhecem as tendências dos ginásios e da ginástica dentro de água. São elegantes.
A mais nova pagou a conta. Sob protesto. Chamaram-lhe menina.

19.10.06

Futuro.




(Obrigada, Marco. Pelas fotos)

25.9.06















Margarida sentada no café.
Espera pelo café que não vai provar.
Margarida veste uma saia comprida.
Espera por alguém que não vai aparecer.

Foi a última vez que Margarida esperou.

Margarida tenta ler o jornal
Falha nas palavras cruzadas.
Nunca gostou de as fazer, a Margarida.
Mas, não morreu.
A Margarida deixou de viver.Nesse dia, no café.
Enquanto esperava sentada com a saia comprida.

Correm as pétalas atrás da memória que se ouve da Margarida.
Estendida, choram as margaridas da saia comprida.

Avistaram-se lágrimas cansadas antes que caísse.
Disseram ao vento que as levasse.

Mas o sol não deixou o vento chorar.
Ficou-se, sem (M)argaridas.

(Catfish, por Cydney Conger)



Saltei de uma varanda e fiquei redondo de fome.
Caí no chão e não me deram sobremesa.
Minhau?

13.9.06

Impío

Time. Francisco Goya. 1810-1812

Vai que não vai e o tempo não pára.
O tempo nunca chega. O tempo nunca espera.
Temo que o tempo nem sequer exista.

8.9.06

Há coisas que IRRITAM profundamente!

Não concebo, não percebo, não compreendo, não alcanço, o que leva as pessoas a pensar que pelo simples facto de possuir um telemóvel tenho obrigatoriamente que o atender! E fico ABSOLUTAMENTE nervosa, irritada, irada, possuída quando as chamadas se repetem umas atrás das outras, como se o ligar 20 vezes seguidas me vai convencer a parar o que estiver a fazer para atender o outro lado! Mas, claro que depois de 20 chamadas não atendidas em 10 minutos, o/a torturador(a) passa a atacar com mensagens. E as mensagens normalmente não são simpáticas, são cobertas de uma raiva que eu não percebo, uma ofensa incomensurável! Claro que os amigos pensarão: "olha, que pode ser urgente..." Não é! Nunca é. Se fosse da Santa Casa da Misericórdia a informar-me da minha vitória no euromilhões... Mas, não é. Nunca é! Já pensei descartar-me do objecto mas, a verdade é que estou demasiado dependente dele, confesso. Não tenho telefone fixo, não percebo nada das cabines de telefones públicos, não uso relógio, não uso agenda. Logo, dependo do bicho feito de chips e mms e sms para me ir orientando.
Juro que não percebi bem onde foi que eu assinei, que letrinhas pequeninas e em que folha declarava sob juramento o compromisso de aceitar e atender as chamadas que me fazem, no dia em que me tornei possuidora desta arma do demo.
Se somos independentes e livres e autónomos e adultos e racionais a propósito de quê deverei estar condicionada à vontade dos outros no que respeita a telefonemas? Porque deverei subjugar-me à vontade unilateral de alguém em conversar comigo? Porquê?.. se fui eu que paguei o telemóvel, pago as chamadas que efectuo, deverei vassalagem ao toque imbecil da criatura? Humpff! Estou tão mas tão mas tão irritada que nem me apetece dizer mais nada!

5.9.06

Ar

Emmet Gowin. 1969. Nancy


Aguenta que no mar cabe só esta onda.
Aguenta que o vento traga só mais um beijo.
Adormece. Que eu venho já.

31.8.06

A mar

Sabe a mar, o céu. Adoro quando o céu sabe a mar. E o mar que adora o céu.

(foto linda, do Mimas. Roubada sem escrúpulos!)

29.8.06

Frida

Manuel Alvarez Bravo . 1930. Frida Kahlo

Ela está sentada, à espera. As escadas parecem já desconfortáveis. Antes, sorriram boa ideia no pensamento.

Mas, ele não percebe.

No fundo, bem fundo ele não percebe.

O mais secreto desejo. Aquele que nem em razão se traduz nem em paranóia ou obsessão.

Porque é só aquilo que se quer.

Mesmo com dor. E não se diz a ninguém. Mantém-se apenas.

Dentro de um grito em surdina e que espera que não seja ouvido. Mas que aperta dentro do coração.

Lamenta.

Lamenta-se.

Não por ele. Mas para ele. Se calhar só depois de várias mezinhas, rituais e danças com água. Não assume a piada. Apenas afrontamento. Peca mais que tudo ao deseja-la de volta. Ao não querer saber de nada. Da fúria que se impôs.

Atira as culpas para o Karma.

Antes esquecer-se de vez. Do que nunca mais voltar. Porque seria mais fácil, não melhor para o que o afoga. Ao fundo. Porque no fundo é um ódio que lhe tem doce, doce. Virtudes do fel.

Se calhar. Se calhar é assim que se expurga de vez. Ai, quantas e quantas palavras destas lhe deixou. Se deixou.

Porque queria que chegassem ao coração e não passam do seu. Nem da folha branca de zeros e uns que nunca passa a papel.

E quando mais te quero menos te sei e sinto. distância.
E quando menos te queria mais te sentia.
sufoco.
Nunca mas, nunca serias meu sonho. Tornaste-te insónia.

Não se odeia por isso. Só não se conhece.

E ninguém faz ideia do que é a tortura. Faltam-lhe lágrimas porque as engole e engorda assim o fardo.

Esperam-se bem. Com mágoa. Porque não estás comigo?

28.8.06

Oração

Marc Chagall, Bride with a fan
1911 - oil on canvas

Não te posso dizer que não.
Nem te quero resistir. As palavras ficam deitadas. Na boca. E sem pronuncia.
E se declarar é mais forte o silêncio. És tu minha oração.

(para D. porque sim)

22.8.06

Portugal no seu melhor (II)


Ai, o pagode, o pagode! O pagode, não! A pândega!

Portugal no seu melhor (I)


E pronto! Começam a chegar os primeiros registos fotográficos de por onde andei. É muito munito! Ai, é! Pois é!


Agradecimentos à mais nova contratação deste blog, o fantástico "repórter de imagem" que esteve lá para ...mais tarde se recordar! ;)
Obrigada, José Farinha!

11.8.06

BOOM!!

-No comments!


*Uma observação:
Porque é que as árvores não crescem sítios planos?

3.8.06

Mantra do dia

Salvé
Salvé
Magnum Stago*!



(*Para mais informações, ver dois ou três posts abaixo!)

1.8.06



A calmia está para rebentar.
Perdi-me longe do teu olhar e finalmente esqueci-me.

Nas cascas das laranjas amargas

Não vás assim, tão perdida.
Não corras assim, tão sentimentalmente.

Porque se achas que já são horas....
Já foram. Muitas.
A seguir os minutos.

Desenhaste formas de barcos

E ainda bem que chove.

E deixaste-os escorrer

Por um rio que ja não sobe.

(thanks, again. your pics are great. dear, Mat.)

31.7.06


Dou por mim a sentir a minha vida à mercê do descontrolo. É como se visse a mim, aos que são meus – ou assim os penso, através de um filtro. Um filtro desfocado, como se fosse uma cortina.

Apercebo-me que a minha vida tomou um rumo que não reconheço como um percurso que poderia ser o meu. Um estado de embriaguez entorpece-me o espírito que já é irrequieto. Para que as voltas que dou voltando ao mesmo lugar mas noutra plataforma. Distorcida.

A minha realidade compõe-se com os factos que me deveriam ser novos mas, parecem instalados como se estivessem lá desde sempre, com os vícios que são meus. E assim, mil e umas vezes mais olho-me ao espelho e não me reconheço e cada vez mais o meu rosto faz sentido para a imagem que tinha de mim, porque as minhas preocupações são outras que nunca pensei serem as que tenho. É com se estivesse noutro sítio quando chega a altura de fazer opções e quando voltas e olhas e…

Nada acontece, então. E fico ou deixo-me ficar. Porque as colinas estarão para sempre lá e a areia e o vento e o mar e os rios e as flores e as árvores. E os pássaros que me irritam de manhã.

Durmo sonolentamente. E não acordo. Porque tenho medo que seja um sonho.

E afinal, a manhã já passou. Alívio contido. Porque estou de férias.


(A pedido de numerosas famílias, foi o post possível sobre férias...ai... Mais uma vez, obrigada, Afonso! )

26.7.06

a melhor invenção depois da roda...



...é que tantas intriguices deixaram-me mal disposta...

17.7.06

Há pessoas que me intrigam...



(a foto roubei-a ao google...encontrei-a quando fazia a busca da palavra "intriga"... intrigante?)

SIm, é aqui mesmo! Muito obrigada!

14.7.06

Há dias em que acordo assim.




...Its getting faster, moving faster now, its getting out of hand, On the tenth floor, down the back stairs, its a no mans land, Lights are flashing, cars are crashing, getting frequent now, Ive got the spirit, lose the feeling, let it out somehow...

(Disorder.Joy Division)

7.7.06

Saiu de casa apressado. Pegou na mala de ferramentas e abalou. Diziam que era bom moço e muito bom trabalhador. Diziam que era amigo de ajudar mas, não falava muito. Era pouco dado à bola e aos copos. Alinhava na malha, de quando em vez. O que gostava mesmo era de ficar sentado na borda do passeio a traulitar canções e a inventar histórias sobre os pássaros. Os pássaros que lhe enchiam a retina e os ouvidos criados numa serra pequenina. Abalou para a fábrica. porque ía muito atrasado. Dizem que adormecera, o que era estranho, porque o rapaz deitava-se cedo. Nem ao café vinha. Só ao Sábado. Dizem que nunca lhe ouviram suspiros pelo totoloto ou pela partida para a cidade. Que gostava muito disto. Que não largava isto por nada. Era um rapaz muito jeitoso. Trabalhador...e humilde, muito humilde. Abalou. De vez. Mas, que não pode ter sido, que algo lhe aconteceu, será que foi assaltado pelo caminho? A Guarda não encontrou nada. Nem a família pode responder porque não sabe. Mas ainda ficou de passar cá a semana passada para me arranjar a porta do galinheiro. E ele nunca faltava. Ai que mundo este, Meu Deus...


(mérci bien, chére Mathieu Neuforge)

30.6.06

Didn´t I?

Under your command
Did I not do well
Was not my record fine

Under your command
Wouldn't I have walked straight through hell
And did I ever look down

Under your command
Didn't I walk naked and cold
Did I spare any pains

Under your command
Wasn't I courageous and bold
Did you ever hear me complain

Under your command
Did my hand ever shake
Didn't I stay cold as ice

Under your command
Did I leave any trace
Was I not great telling lies

Under your command
Was I not true to the cause
Did I not swallow my pride

Under your command
Did I not follow your laws
Did I ever mind


Stina Nordenstam - Dynamite 99

22.6.06


O S. João não me deu nenhum balão.

Levantou-se e foi-se embora.

Deixou-me uma ovelha tresmalhada e pediu-me que olhasse por ela.

Ainda bem que o gato não é alérgico ao pelo.


O S. João pediu-me que não rimasse, por favor.

Acedi-lhe sem cedilha.

Também não gosto de rimas.

E a ovelha bale que se farta e come a comida do gato.


O S. João queimou-se numa brasa muito quente.

Não lhe fiz um curativo.

Deixei que a fogueira amainasse como o vento e ri-me muito na cara dele.

A ovelha não gostou. Mordeu o gato e foi-se embora.

Com o S. João ao colo.

15.6.06



Na pressa esqueço-me.
E passas tão depressa por mim.




(Obrigada, Marco O. És a minha estreia favorita. Outra vez, obrigada!)

13.6.06

Para a minha Barbarella! Porque isto só pode melhorar!




Tenho uma arma secreta
ao serviço das nações.
Não tem carga nem espoleta
mas dispara em linha recta
mais longe que os foguetões.

Não é Júpiter, nem Thor,
nem Snark ou outros que tais.
É coisa muito melhor
que todo o vasto teor
dos Cabos Canaverais.

A potência destinada
às rotações da turbina
não vem da nafta queimada,
nem é de água oxigenada
nem de ergóis de furalina.

Erecta, na noite erguida,
em alerta permanente,
espera o sinal da partida.
Podia chamar-se VIDA.
Chama-se AMOR, simplesmente.

(António Gedeão)

12.6.06

"O poeta é um fingidor" - F. Pessoa

Fingidor: É o trabalhador que exclusiva ou predominantemente imita com tintas madeira ou pedra (definição do Contrato Colectivo de Trabalho para a Indústria da Construção Civil e Obras Públicas)


Afinal, um artista é sempre um artista!

8.6.06

Este blog está absolutamente neurótico. Mas não faz mal.

7.6.06


Historias que contarte a la orilla del crepúsculo,
muñeca triste y dulce, para que no estuvieras triste.
Un cisne, un árbol, algo lejano y alegre.
El tiempo de las uvas, el tiempo maduro y frutal

(excerto retirado de "Veinte poemas de amor y una canción desesperada", por Pablo Neruda)
(Obrigada sempre, Jorge! Fazes magia da magia que reconheces aos alvos da tua objectiva.)


6.6.06

Pergunto-me (II)

Porque raio andam os portugueses malucos com o mundial ou com o euro ou com a taça ou com o campeonato ou com uma liga qualquer?
Mas é assim?
Nada mais interessa?
E não me venham com as merdas do "patriotismo" que eu ainda bato em alguém!
Juro que bato. Fico verde e vermelha e amarela de vergonha a olhar para as bandeiras nas janelas. Triste, não é?
Não é só os governos que temos. São as gentes que somos.
Afinal, não me pergunto só!

5.6.06

Mountains of Madness

(Porque não tenho telemóvel xpto nem máquininha digital..."roubei" a foto daqui!)



Esclarecimento:

The Tiger Lillies, estiveram em Serralves com o espectáculo Mountains of Madness. Música de cabaret no seu melhor! Acompanhados por Alexander Hacke (dos Einstürzende Neubauten) e com a ajuda dos efeitos visuais de Danielle de Picciotto, recriando a atmosfera do escritor gótico H.P. Lovecraft.

Foi magnífico. Puro e simples.


1.6.06

Booo

Voodoo Girl

Her skin is white cloth,
and she's all sewn apart
and she has many colored pins
sticking out of her heart.


She has many different zombies

who are deeply in her trance.
She even has a zombie
who was originally from France.



But she knows she has a curse on her,
a curse she cannot win.
For if someone gets
too close to her,

the pins stick farther in.


(Do senhor Tim Burton e do seu livro "The Melancholy Death of Oyster Boy", imagens incluídas. Só porque me apetece e eu gosto muito!!)

26.5.06

23.5.06

Luxúria





(Pronto, é assim: aceitam-se donativos compram aqui e depois é só enviar ao meu cuidado. Muito obrigada!)

18.5.06

Sr. Jacinto

Jacinto contava com muitos anos de restauração. A simpatia, construída com o tempo e embalar da vida que foram escondendo as dificuldades de há vinte anos, de há trinta, de há tanto tempo que já não se lembra, nem quer lembrar. Hoje a vida está muito bem.

Levanta-se cedinho, dá um beijo à mulher, outro à mãe, que é um doce e chora de cada vez que presencia um acto de bondade, e sai para o café. Há milhares de coisas a tratar. Não é rico nem quer ser. Adora a condição de ter que trabalhar e recebe as contas fixas de telefone, luz e água com um prazer mórbido de quem tem um orgulho escondido por poder pagar.

Há já muitos anos que se dedica a servir cafés curtos ou compridos a senhoras e a senhores. Com jornal ou com cheirinho. Só para começarem a manhã.

Todos os dias, reclama sobre o Sporting com alguém. Elogia o governo, porque é preciso por ordem nisto e com um embaraço separa sempre uns restinhos do almoço para uma cigana de cabelo negro de fome que lhe mendiga uma sopa. Fiado, nunca!

Sente que esta juventude é mais alegre. Gosta de ver os cabelos de cores diferentes. Os brincos deslocados para outros lados do corpo que também é pintado como o dos índios. Só lhes lamenta a falta de crítica. Ai, que não fazem ideia do que é atravessar a fronteira com panfletos comunistas debaixo de dois quilos de roupa. Jacinto nunca o fez. Mas, suspira como quem era obrigado a frequentar a paróquia enquanto os vizinhos heróis eram com bravura torturados por uma PIDE nessa lide habitual. De tempos menos bons mas, com mais moral!

Jacinto suspira debaixo do olhar aquilo que sente ser a sua vida rodeada das outras que rodeiam as suas. Porque ao servir cafés curtos ou pingados torradas ou meias, Jacinto sente-lhes a vida que não pronuncia, porque é naturalmente despercebido. Cheio de vida e de amor de uma vida tão simples.
A seguir a qualquer dia veio um qualquer outro. Mais longo ou mais curto. Depende sempre do ponto de vista da negação.

(Jorginho...já estou a recorrer ao arquivo antigo...manda mais...pleeeease! )

15.5.06

















Adormeço calmamente. Sinto calmamente.
À noite. Que me chegas.
Depois de uma demorada ausência é sempre bom saber que a razão prevalece! Ai, que me dói a barriga de tanto rir!!

5.5.06

Pergunto-me (I)

Porque será que há muita gente que não percebe a diferença entre : "Perdeste" e "Perdes-te"; "Comeste" e "Comes-te"(...)?

Por favor, alguém explique aos professores de Português que isto é uma epidemia!!
Alguém lance uma campanha a nível nacional, em power point ou adsl, ou outra forma de choque tecnológico, e expliquem às pessoas o que são formas verbais e o que são pronomes reflexos, por favor!!!

Muito obrigada!

28.4.06


O paraíso é logo a seguir!

(Mais uma foto roubada. Obrigada, Mat)

27.4.06

A Tia Susie....

é uma tia babada!!
Parabéns, meus anjos!