14.2.06
10.2.06
Proverbs of Hell
Prisons are built with stones of Law, Brothels with bricks of Religion.
The pride of the peacock is the glory of God.
The lust of the goat is the bounty of God.
The wrath of the lion is the wisdom of God.
The nakedness of woman is the work of God.
Excess of sorrow laughs. Excess of joy weeps.
The roaring of lions, the howling of wolves, the raging of the stormy sea, and the destructive sword, are portions of eternity too great for the eye of man.
The fox condemns the trap, not himself.
Joys impregnate. Sorrows bring forth.
Let man wear the fell of the lion, woman the fleece of the sheep.
The bird a nest, the spider a web, man friendship.
The selfish smiling fool, & the sullen frowning fool, shall be both thought wise, that they may be a rod.
What is now proved was once, only imagin'd.
The rat, the mouse, the fox, the rabbit: watch the roots; the lion, the tyger, the horse, the elephant, watch the fruits.
The cistern contains; the fountain overflows.
One thought, fills immensity.
Always be ready to speak your mind, and a base man will avoid you.
Every thing possible to be believ'd is an image of truth.
The eagle never lost so much time, as when he submitted to learn of the crow.
William Blake
The pride of the peacock is the glory of God.
The lust of the goat is the bounty of God.
The wrath of the lion is the wisdom of God.
The nakedness of woman is the work of God.
Excess of sorrow laughs. Excess of joy weeps.
The roaring of lions, the howling of wolves, the raging of the stormy sea, and the destructive sword, are portions of eternity too great for the eye of man.
The fox condemns the trap, not himself.
Joys impregnate. Sorrows bring forth.
Let man wear the fell of the lion, woman the fleece of the sheep.
The bird a nest, the spider a web, man friendship.
The selfish smiling fool, & the sullen frowning fool, shall be both thought wise, that they may be a rod.
What is now proved was once, only imagin'd.
The rat, the mouse, the fox, the rabbit: watch the roots; the lion, the tyger, the horse, the elephant, watch the fruits.
The cistern contains; the fountain overflows.
One thought, fills immensity.
Always be ready to speak your mind, and a base man will avoid you.
Every thing possible to be believ'd is an image of truth.
The eagle never lost so much time, as when he submitted to learn of the crow.
William Blake
8.2.06
6.2.06
esperas
3.2.06
2.2.06
30.1.06
one way

Copos partidos e o vento entrou depressa naquela garrafa. Que ficou tão esquecida quanto vazia.
Olhou para trás e não viu nada. As lágrimas ocuparam o lugar dos sorrisos.
A garrafa jazia. O copo partido pela surpresa que nem teve tempo de ser anunciada estragando a surpresa que a surpresa sempre causa. Restando os cacos dos copos.
É o adeus anunciado.
24.1.06
um suspiro
A sorrir eu pretendo
levar a vida
Pois chorando eu vi
a mocidade perdida
Finda a tempestade
O sol nascerá
Finda esta saudade
Hei de ter outro
alguém para amar
Elis Regina
by Cartola / Elton Medeiros
levar a vida
Pois chorando eu vi
a mocidade perdida
Finda a tempestade
O sol nascerá
Finda esta saudade
Hei de ter outro
alguém para amar
Elis Regina
by Cartola / Elton Medeiros
23.1.06
20.1.06
11.1.06
oração
A cada passo que dava sentia o estrangulamento. A traqueia já colada à faringe ou à laringe, distinções a parte.
Fecharia os olhos e de joelhos confessaria as suas mágoas ao homem simpático de veste católica. Sem lhe ver a cara e sem ser vista. Agradeceria o poder falar do sufoco no coração.
Mas os passos nunca se dirigiram para a casa de oração. Nunca sentiu o alívio de palavras soltas no cubículo de madeira rendada à pressa de algumas avé marias e pais nosso. E o mal ficou atravessado na garganta e algures entre aortas. Venosas e arteriais.
Como um espelho para onde recusa o olhar, bastando-lhe a dor que sente.
Nunca vai saber explicar. Como sabe explicar que bits são diferentes de bytes.
Porque o seu problema não é moral nem social. É da tristeza profunda que não tem forças para compreender.
O que a torna sonolenta de vida.
Um beijo de mim para ti, miúda.
Fecharia os olhos e de joelhos confessaria as suas mágoas ao homem simpático de veste católica. Sem lhe ver a cara e sem ser vista. Agradeceria o poder falar do sufoco no coração.
Mas os passos nunca se dirigiram para a casa de oração. Nunca sentiu o alívio de palavras soltas no cubículo de madeira rendada à pressa de algumas avé marias e pais nosso. E o mal ficou atravessado na garganta e algures entre aortas. Venosas e arteriais.
Como um espelho para onde recusa o olhar, bastando-lhe a dor que sente.
Nunca vai saber explicar. Como sabe explicar que bits são diferentes de bytes.
Porque o seu problema não é moral nem social. É da tristeza profunda que não tem forças para compreender.
O que a torna sonolenta de vida.
Um beijo de mim para ti, miúda.
6.1.06
Ano Novo...
O meu carro roubado há nove meses voltou a casa. Intacto. Uma vez mais, muito obrigada, Sr. ladrão.
Acho que este ano vai ser melhor qualquer coisinha....
Acho que este ano vai ser melhor qualquer coisinha....
20.12.05
25.11.05
A pedido de várias famílias....
A chuva levou-me e a chuva traz-me de volta.
Se calhar, foi o frio que me assustou.
Gosto pouco de pontos de exclamação.
Gosto pouco de pré-campanhas presidenciais anunciadas como um castigo para o Natal. Que se presume mais uma vez perdido para os aumentos de taxas de juro e de TGVês e aumentos de electricidade e crucifixos amaldiçoados pela religião comunista...
Arghhhhh!
Lamento que o próximo ano não traga melhorias anunciadas em sapatinho de S. João da Madeira...
Como odeio o politicamente correcto.
Se calhar, foi o frio que me assustou.
Gosto pouco de pontos de exclamação.
Gosto pouco de pré-campanhas presidenciais anunciadas como um castigo para o Natal. Que se presume mais uma vez perdido para os aumentos de taxas de juro e de TGVês e aumentos de electricidade e crucifixos amaldiçoados pela religião comunista...
Arghhhhh!
Lamento que o próximo ano não traga melhorias anunciadas em sapatinho de S. João da Madeira...
Como odeio o politicamente correcto.
8.11.05
28.10.05
Não há grandes novidades na vida dela.
As certezas esfumaram-se.
Agora espera pacientemente que os sinos da igreja clamem aleluias e que os autocarros não se atrasem muito. Não tem pressas mas, tem desejos de sair daquele lugar. Pela necessidade de rapidez. A vida dela esteve parada muito tempo sem que tivesse oportunidade de perceber.
Tomaram um copo num bar perdido da cidade. Fumaram muitos cigarros. E ela só tinha um nó no pescoço, perto do coração e do vómito que conduzia às lágrimas que corajosamente não verteu. Num sopro de razão não tinha razões para chorar. A despedida era dela. Pelo mal que lhe faz.
Mas seria essa a dificuldade que sentia na digestão? A incapacidade de regressar do estado de alienabilidade racional a que se deixara comprometer. Que a punha num estado de incompreensão do seu sistema neuro-simpático, e que não lhe permitia apreciar a bebida entornada no copo. Acompanhada de cigarros. Muitos, que lhe secavam a garganta e que lhe provocavam a tosse.
Não percebia. A dependência da prisão emocional a que se submetera.
Mas pronto! Foi desta! Terá mesmo sido? Já não promete. Nada. Espera só que o autocarro não se atrase muito e a leve dali. Com o vento e a chuva à mistura. Espera poder enterrar-se num banho quente sem espuma e num copo doce de mel e chá.
E que os dias que se seguem sejam muitos e rápidos. Para rapidamente esquecer-se de que foi outra pessoa que não sabia esconder dentro de si. E de quem nunca gostou. Desde a primeira vez.
Procurou respostas para o desconforto tímido e sufocante que sentia desde o início em sítios de respostas dúbias. Procurou o conforto em teorias de Leis Universais e em segredos naturais, escondidos em rochas e nas estrelas e no sussurro de vozes antigas. Só conseguiu suspiros. Escondia-se assim da pessoa que era. E de quem não gostava de ser. E não resultou.
A vida passava-lhe entre os cabelos sem corte e o olhar sem sorriso. E estava cansada.
Apesar dos copos que beberam, e de esperar o autocarro que a leve para longe até ao banho quente com mel e chá, sabe bem que o sorriso não lhe voltará tão facilmente. Aquela pessoa que de si se apossou vai ficar por uns tempos. Porque não a compreende. Não a consegue explicar. E por isso não promete. Porque já o fez muitas vezes.
Vai esperar. Resta-lhe esperar. Que venha o autocarro. Que os dias passem rápidos para não dar por eles. E talvez um dia volte a poder sentar-se a beber copos com cigarros e o sol brilhe mesmo lá fora.
As certezas esfumaram-se.
Agora espera pacientemente que os sinos da igreja clamem aleluias e que os autocarros não se atrasem muito. Não tem pressas mas, tem desejos de sair daquele lugar. Pela necessidade de rapidez. A vida dela esteve parada muito tempo sem que tivesse oportunidade de perceber.
Tomaram um copo num bar perdido da cidade. Fumaram muitos cigarros. E ela só tinha um nó no pescoço, perto do coração e do vómito que conduzia às lágrimas que corajosamente não verteu. Num sopro de razão não tinha razões para chorar. A despedida era dela. Pelo mal que lhe faz.
Mas seria essa a dificuldade que sentia na digestão? A incapacidade de regressar do estado de alienabilidade racional a que se deixara comprometer. Que a punha num estado de incompreensão do seu sistema neuro-simpático, e que não lhe permitia apreciar a bebida entornada no copo. Acompanhada de cigarros. Muitos, que lhe secavam a garganta e que lhe provocavam a tosse.
Não percebia. A dependência da prisão emocional a que se submetera.
Mas pronto! Foi desta! Terá mesmo sido? Já não promete. Nada. Espera só que o autocarro não se atrase muito e a leve dali. Com o vento e a chuva à mistura. Espera poder enterrar-se num banho quente sem espuma e num copo doce de mel e chá.
E que os dias que se seguem sejam muitos e rápidos. Para rapidamente esquecer-se de que foi outra pessoa que não sabia esconder dentro de si. E de quem nunca gostou. Desde a primeira vez.
Procurou respostas para o desconforto tímido e sufocante que sentia desde o início em sítios de respostas dúbias. Procurou o conforto em teorias de Leis Universais e em segredos naturais, escondidos em rochas e nas estrelas e no sussurro de vozes antigas. Só conseguiu suspiros. Escondia-se assim da pessoa que era. E de quem não gostava de ser. E não resultou.
A vida passava-lhe entre os cabelos sem corte e o olhar sem sorriso. E estava cansada.
Apesar dos copos que beberam, e de esperar o autocarro que a leve para longe até ao banho quente com mel e chá, sabe bem que o sorriso não lhe voltará tão facilmente. Aquela pessoa que de si se apossou vai ficar por uns tempos. Porque não a compreende. Não a consegue explicar. E por isso não promete. Porque já o fez muitas vezes.
Vai esperar. Resta-lhe esperar. Que venha o autocarro. Que os dias passem rápidos para não dar por eles. E talvez um dia volte a poder sentar-se a beber copos com cigarros e o sol brilhe mesmo lá fora.
27.10.05
Há coisas que eu não percebo!
O governo finalmente parece tomar medidas que careciam ser tomadas há muito. Terminar com os previlégios dos funcionários publicos. De aplaudir. Sem comentários.
Mas depois...dá nisto !!
E será que isto é para financiar o verdadeiro aborto?
Assim desisto. Ou alguém vem cá por ordem nisto...ou...ou........
O governo finalmente parece tomar medidas que careciam ser tomadas há muito. Terminar com os previlégios dos funcionários publicos. De aplaudir. Sem comentários.
Mas depois...dá nisto !!
E será que isto é para financiar o verdadeiro aborto?
Assim desisto. Ou alguém vem cá por ordem nisto...ou...ou........
14.10.05
5.10.05
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