25.11.05

A pedido de várias famílias....

A chuva levou-me e a chuva traz-me de volta.
Se calhar, foi o frio que me assustou.

Gosto pouco de pontos de exclamação.
Gosto pouco de pré-campanhas presidenciais anunciadas como um castigo para o Natal. Que se presume mais uma vez perdido para os aumentos de taxas de juro e de TGVês e aumentos de electricidade e crucifixos amaldiçoados pela religião comunista...

Arghhhhh!

Lamento que o próximo ano não traga melhorias anunciadas em sapatinho de S. João da Madeira...

Como odeio o politicamente correcto.

8.11.05

Chuva.
Meu único e sentido comentário: Humpff!!

28.10.05

Não há grandes novidades na vida dela.
As certezas esfumaram-se.
Agora espera pacientemente que os sinos da igreja clamem aleluias e que os autocarros não se atrasem muito. Não tem pressas mas, tem desejos de sair daquele lugar. Pela necessidade de rapidez. A vida dela esteve parada muito tempo sem que tivesse oportunidade de perceber.
Tomaram um copo num bar perdido da cidade. Fumaram muitos cigarros. E ela só tinha um nó no pescoço, perto do coração e do vómito que conduzia às lágrimas que corajosamente não verteu. Num sopro de razão não tinha razões para chorar. A despedida era dela. Pelo mal que lhe faz.
Mas seria essa a dificuldade que sentia na digestão? A incapacidade de regressar do estado de alienabilidade racional a que se deixara comprometer. Que a punha num estado de incompreensão do seu sistema neuro-simpático, e que não lhe permitia apreciar a bebida entornada no copo. Acompanhada de cigarros. Muitos, que lhe secavam a garganta e que lhe provocavam a tosse.
Não percebia. A dependência da prisão emocional a que se submetera.

Mas pronto! Foi desta! Terá mesmo sido? Já não promete. Nada. Espera só que o autocarro não se atrase muito e a leve dali. Com o vento e a chuva à mistura. Espera poder enterrar-se num banho quente sem espuma e num copo doce de mel e chá.
E que os dias que se seguem sejam muitos e rápidos. Para rapidamente esquecer-se de que foi outra pessoa que não sabia esconder dentro de si. E de quem nunca gostou. Desde a primeira vez.

Procurou respostas para o desconforto tímido e sufocante que sentia desde o início em sítios de respostas dúbias. Procurou o conforto em teorias de Leis Universais e em segredos naturais, escondidos em rochas e nas estrelas e no sussurro de vozes antigas. Só conseguiu suspiros. Escondia-se assim da pessoa que era. E de quem não gostava de ser. E não resultou.

A vida passava-lhe entre os cabelos sem corte e o olhar sem sorriso. E estava cansada.

Apesar dos copos que beberam, e de esperar o autocarro que a leve para longe até ao banho quente com mel e chá, sabe bem que o sorriso não lhe voltará tão facilmente. Aquela pessoa que de si se apossou vai ficar por uns tempos. Porque não a compreende. Não a consegue explicar. E por isso não promete. Porque já o fez muitas vezes.

Vai esperar. Resta-lhe esperar. Que venha o autocarro. Que os dias passem rápidos para não dar por eles. E talvez um dia volte a poder sentar-se a beber copos com cigarros e o sol brilhe mesmo lá fora.

27.10.05

Há coisas que eu não percebo!

O governo finalmente parece tomar medidas que careciam ser tomadas há muito. Terminar com os previlégios dos funcionários publicos. De aplaudir. Sem comentários.

Mas depois...dá nisto !!

E será que isto é para financiar o verdadeiro aborto?



Assim desisto. Ou alguém vem cá por ordem nisto...ou...ou........

14.10.05

Post ABSOLUTAMENTE Umbiguista!

Amigos, falta-me a V. atenção!
Hoje o dia contraria o de ontem. É que ontem estava escuro e frio e triste e chuvoso. Hoje está sol. Mas continua o dia escuro e frio e triste e chuvoso.

Deve ser porque chegou o Outono...

5.10.05

acho que me esqueci!

Hoje é feriado. Ou me esqueci porquê ou acho que não quero saber!

30.9.05

Um poema




Pesquisava Alphonse Muncha, encontrei E. Munch, e muito bem, digo eu!

28.9.05

Férias...

E na continuação do divagar que são os dias. Devem passar devagar, quando passam galopantes, sem sequer que lhes sinta paladar ou tacto. Entre os dedos escapam grãos de dias como areias.
Faltando canções de magia que suspenda o sol num fio de aço e aquela nuvem do canto esquerdo da minha tela que proteja aquele bocadinho de sombra. Só para quando me maçar muito. O sol. Lá ao fundo, a brisa paralisada saída da voz de Zeus, agora calmo. Por favor, dócil.
Assim, o único aroma permitido seria o das férias. Plantas verdes do Alentejo, a noite silenciosa de Bragança. O bater das asas de um pássaro qualquer português. Férias. Mesmo cá dentro. Com trago a coentros e MAR da serra.

Em histórias desiguais destronei a má rainha que me queria ver destruída, destronada desterrada, enterrada? Nos meus sonhos, os cabelos meus eram brilho e a minha beleza segurança de convicções. Seguras. Apertadas e confiáveis. As vozes não choravam. Sorriam, sorrindo a alguém forte por eles e por elas sem nunca cansar e tão bem assumir o protector papel de guardiã de vidas aos milhares de desesperança porque é sempre tão mais fácil pedir que alguém tome conta de nós, deixando-nos a liberdade de brincar no parque e criarmos aventuras às dezenas, mas sermos cuidados e alimentados e aquecidos e acariciados.

Obrigados.

N.A.: pedido de desculpas antecipado por me fazer repetitiva!

26.9.05

porque estou um bocadinho lamechas....

remember how it used to be
when the sun would fill the sky
remember how we used to feel
those days would never end
those days would never end

remember how it used to be
when the stars would fill the sky
remember how we used to dream
those nights would never end
those nights would never end

it was the sweetness of your skin
it was the hope of all we might have been
that filled me with the hope to wish
impossible things
to wish impossible things

but now the sun shines cold
and all the sky is grey
the stars are dimmed by clouds and tears
and all i wish
is gone away
all i wish
is gone away

all i wish
is gone away



"To Wish Impossible Things"

Thank you, Robert!

15.9.05

estou tão cansada....

deve ser de andar a dormir pouco!

12.9.05

era mesmo isto que eu queria dizer (obrigada, Ju!)

Beggar

Could you give me a small part of yourself
I'm only asking for the tiniest part
Just enough to get me from here to there

Could you give me something
Anything at all
I'll accept whatever it is

Could you just put your hand on my head
Could you brush against my arm
Could you just come near enough
So I could feel as though you might be able to hold me

Could you touch me with your voice
Blow your breath in my direction

Is it all right if I look straight into your face

Could I just walk behind you for a little while
Would you let me follow you at a distance

If I had anything of value I'd gladly give it to you
If there's anything of me you want just take it

But don't think I'm this way with everybody
I almost never come to this
In fact usually it's the other way around

There's lots of people
Who would love to even have a conversation with me
Who even ask me if they can walk behind me

So don't get any ideas that I'm completely alone
Because I'm not

In fact you're the one who looks like you could use a little company

Where do you get off thinking you have anything to give me anyway

I have everything I need
And what I don't have I know where to get it
Any time I want

In the middle of the night
In the middle of the afternoon
Five o'clock in the morning

In fact I'm wasting my time right now
Just talking to you


por Sam Sheppard in "Savage Love"

23.8.05

...

Estou fechada. Nas escadas de um prédio. A porta atrás de mim, fechei-a. A que me separa da rua não se abre. Alguém a trincou com chaves e voltas.
Estou então, sentada nas escadas que dão às portas fechadas. Uma por mim. A que me não leva a sítio nenhum. De onde fugi. A outra, que me devolverá o que ainda não saberei, está fechada. Por outros. Que não me conhecem, a quem desconheço, mas que neste preciso momento que enraivecem de uma forma nunca sentida. Como estou sentada. Nas escadas.
Deixei que a luz se apagasse e não insisto para que se acenda. Ilumina a entrada, a luz do candeeiro do passeio. Essa luz que indica que o caminho é mesmo por ali e que não há que enganar.

Não me sentiria tão frustrada se não fossem três da manhã e a restarem-me cinco miseráveis horas de sono, que não contava em passar em frente ao passeio dentro de um prédio que não conheço, fechado por mim de um lado, e cerrado quase enterrado por outro lado por outros que não me conhecem!
Forma-se um nó em torno do meu pescoço. Como se uma corda pressionada por alguém que não sabe quem sou, mas que se ri. Por me ter encerrado entre uma porta que é de vidro e tem a rua por saída e outra porta de madeira que eu fechei por me encerrar de tristeza.

Sinto um sono profundo de amargura. Apercebo-me que naquele prédio não há noctívagos das noites agitadas, dos bares de gente e de estudantes ou só meliantes. É um prédio de gente que acordou anos a fio muito cedo e que agora se cansa pelo tempo adormecendo entre o jornal da noite e a novela.

Começo por desesperar.
E depois continuo a desesperar, desta vez, pela vergonha que sinto na situação em que me coloquei.

E depois de me sentir desesperada sinto-me cansada de estar tão cansada e sem paciência e cheia de vergonha e até uma barata que passa ao meu lado fecha os olhos pequenas de vergonha por mim, que lhe incomodo os passos nocturnos e escondidos das desinfecções mensais a que está sujeito o prédio. Anunciam as circulares da “empresa do condomínio, Lda.”, pregadas numa parede velha como os velhos que são os caros condóminos que me fecharam à chave num prédio com escadas para a rua numa porta de vidro.


E agora, não sinto nem vergonha nem desespero. Só um cansaço. Um cansaço de que já não me recordava. Nem em que circunstâncias o senti, para o sentir dessa maneira. Certo, é o cansaço profundo. De sentir que não sinto os músculos nem os pensamentos.

Volto então para trás. Acordo a campainha da porta de madeira que deixei nas minhas costas. Ela abre-se e eu enfio-me na cama. Quero dormir.
Amanhã, vê-se.

16.8.05

Outono forçado

Subi a marginal do Douro até Castelo de Paiva. O espectáculo é assombrador.
Entrou Portugal num Outono forçado que cheira a cinza e a restos. A paisagem tem tons dourados de Outono sombrio. As folhas que sobraram à força do fogo, caiem ao sabor de uma brisa quente de rescaldo. A terra é negra. Antes verde. São os restos do que foram encostas verdes.
Em baixo, o rio passa passivo e triste. Com barcos de turistas. Esses só sentiram o restou do cheiro dos pinheiros mentolados por eucaliptos, como se a Natureza tivesse esquecido o menu ao lume. Queimado.

1.8.05

The Simple Truth (I)

Portugal é um país complexo!

Ota e TGV
CGD e BES
PT e o PT

e depois admiram-se que ninguém perceba nada!!

18.7.05

a-m-i-g-o-s

Os amigos são esquecidos.
Eu às vezes (confesso) que também me esqueço de coisas dos amigos.
Um jantar que estava marcado, um cd que ficou por gravar, um livro que espera ser devolvido.
Mas não é por mal.

Depois há aqueles amigos com quem já não falámos há muiitos anos e com quem perdemos o contacto e com quem nunca se chegou a marcar um jantar, prometer gravar um cd ou emprestar um livro.
Mas que depois reencontramos. Por magia.

E descobrimos que os amigos NUNCA se esquecem! Nunca!

Obrigada N.

(Ainda somos amigos, não somos?)

15.7.05


Hoje deparei-me com o grande muro das verdades