16.12.04

Para o meu amigo A.

Quando os dias começarem e findarem
hei-de falar de alguém me cantou uma história linda
de tristeza e que nunca me apontou uma lágrima.
Quando quiser sentir um aperto cheio de água branca de sonhos
recorrerei à memória desse amigo encantado
que me preencheu.
E com os dias que virão
decidirei ser poeta de palavras mansas.
As manhãs tornam-se surdas.
Tornam-se encantos. Solidão de Sol de Inverno.
Esse meu amigo ensinou-me a honestidade de um sorriso.
Ensinou-me a bondade num olhar.
Defesas que precisava aprender contra esses demónios
que pago agora com as minhas culpas.

Obrigada A.

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