E o jazz fica ali já ao lado...
21.6.07
The Long Term Physical Effects Are Not Yet Known
E o jazz fica ali já ao lado...
20.6.07
19.6.07
A verdade é que o país inteiro esta imerso numa imensa polémica. Os nossos políticos são polémicos. Os portugueses são polémicos. Portugal está entregue ao estado crónico da polémica! E não parece haver cura.
Se um ministro é ou não engenheiro, se esse ministro é ou não um mentiroso patológico, se na Ota há ou não interesses que se trocam debaixo de um tapete ambiental, se a justiça está ou não a ansiolíticos de futebol, se há ou não moral no português que adora as suas crianças...Nada interessa muito porque não adianta haver investigações porque não há responsabilização. Nenhuma. De alguma forma ou modo. Assim, como é polémica a saúde que não anda bem de saúde, e a educação que não educa e faz passar tempos.
Pena faltar tanto para o Carnaval....
25.5.07
Painting by Elin Pendleton
Se houvesse degraus na terra...
Se houvesse degraus na terra e tivesse anéis o céu,
eu subiria os degraus e aos anéis me prenderia.
No céu podia tecer uma nuvem toda negra.
E que nevasse, e chovesse, e houvesse luz nas montanhas,
e à porta do meu amor o ouro se acumulasse.
Beijei uma boca vermelha e a minha boca tingiu-se,
levei um lenço à boca e o lenço fez-se vermelho.
Fui lavá-lo na ribeira e a água tornou-se rubra,
e a fímbria do mar, e o meio do mar,
e vermelhas se volveram as asas da águia
que desceu para beber,
e metade do sol e a lua inteira se tornaram vermelhas.
Maldito seja quem atirou uma maçã para o outro mundo.
Uma maçã, uma mantilha de ouro e uma espada de prata.
Correram os rapazes à procura da espada,
e as raparigas correram à procura da mantilha,
e correram, correram as crianças à procura da maçã.
Herberto Hélder
15.5.07
Fátima.
Porque as lágrimas e o suor, a dor, o esforço resulta tudo da soma aritmética de um amor que não se explica.
Faz uma oração e expulsa a preguiça. Levanta-se e caminha. Perdida. Mas, não desencontrada. Há no caminho alguém que lhe oferece o braço e um rebuçado doce de açucar. "Isso é fome, minha querida!" E o caminho que é um monte de estrada sorri-lhe agora. Vai ser mais fácil. Agarrada a um braço e uma doçura que não conhece. Os vinte quilómetros que faltam parecem só dez.
Mais à frente há um grupo que canta e ri, outro que extende piadas e ainda outro que ladaínha as preces à volta de um terço. Ao passar por eles todos devolve-lhes o momento de conclusão. E sorri.
Fátima não se explica.
Nos campos, as cores da flor mais frágil contrastam com as estrada cheia de buracos, as casas partidas em muitos pedaços e vidas que foram cheias e agora estão vazias. E a paisagem muda, e nunca é a mesma e nunca se esquece. Apenas se confunde.
E são dias de madrugadas que demoram a terminar.
E no fim, mesmo no fim, na meta que se cruza é a paz que invade o cansaço e as lágrimas são de um beijo. "Obrigada, Mãe!".
E aí olha para trás. De agradecimento. De espanto. "Já terminou!?".
Já não tem os pés ligados. Já não tem dores no corpo. Tem a alma completa de um amor que não se explica. Porque Fátima mora acima das críticas, das opiniões, dos olhares. Reside em quem lá vai. Sem explicações.
24.4.07
Parabéns, Maiinha!
Rega as tuas plantas,
Ama as tuas rosas.
O resto é a sombra
De àrvores alheias.
A realidade
Sempre é mais ou menos
Do que nós queremos.
Só nós somos sempre
Iguais a nós-próprios.
Suave é viver só.
Grande e nobre é sempre
Viver simplesmente.
Deixa a dor nas aras
Como ex-voto aos deuses.
Vê de longe a vida.
Nunca a interrogues.
Ela nada pode
Dizer-te. A resposta
Está além dos deuses.
Mas serenamente
Imita o Olimpo
No teu coração.
Os deuses são deuses
Porque não se pensam.
Ricardo Reis
19.4.07
9.4.07


A estrada ensina. Seja de pedras. Seja de pedra.
Fomos doze. Ala que se faz tarde. E a manhã entardeceu em risos e dores nos pés e dores nas pernas. Mas a estrada ensina. O caminho que fizemos. O que ficou por fazer. Aquele que prometemos vir a fazer. Respirou-se na Serra da Freita. Sem complexos.
4.4.07
28.3.07
You fool!
(By Peter Zentjens)Fairy tales
In my dreams. go further.
Or just forget.
Fairy dreams
In those tales. I can
Listen to distant voices.
Are you for real?
27.3.07
21.3.07
(Botticeli. Primavera. 1482)Por isso se renovam as penas dos pássaros, os pelos dos gatos e as promessas de Verão.
E as esperanças. Que são tantas....
16.3.07
Tinny
Tempos esses lá ao longe
bem longe
das palavras das àrvores completa de risos despertos e dispersos.
Que nunca perdeste.
Tens o amor de uma rocha antiga
A ciência dos pensamentos.
Psi não de vinte mas Psi de alma doce e sem fel.
És força inspirada na lágrima que te falta berrar.
És o mundo no teu coração.
e ADORO-TE e agradeço-te.
Parabéns, (oficialmente é hoje e isto é um blog oficial!) minha Tinny Minny!
12.3.07

(Foto por Robert N. Vary)
Já te disse mil vezes que não sei.
Já te berrei outras quinhentas que não podia saber.
Já desesperei por não te poder responder.
Tiras o espaço ao meu tempo.
Navego perdido nas paredes sujas do autocarro. Que nem sei para onde vai.
Só quero fugir de ti.
Só quero deixar de saber.
Onde morres, meu amor?
23.2.07
Breve "poema" de um João cheio de pressa
Não te atrases. Não te distraias com nada. Não pares. Não pares. Não pares.
As pernas pareciam longas enquanto corria pela vida, corria pela vida, corria pela vida, descorria na via. Via não longa atrás da esquina manhosa. Com culpas no bolso e um rio vivo de suor no rosto. Corria.
Para não perder amanhãs, ontens desperdiçados e só podia correr de atraso para a vida que levou carregada de culpas presas ao bolso do casaco desalinhado das curvas da vida.
A esquina que afinal não era manhosa findou tanta correria. Não era manhosa, era honesta de fins de vida.

Adoro-te. Adoro-te. Adoro-te. Adoro-te. Adoro-te. Adoro-te. Adoro-te. Adoro-te. Adoro-te. Adoro-te. Adoro-te. Adoro-te. Adoro-te. Adoro-te. Adoro-te. Adoro-te. Adoro-te. Adoro-te. Adoro-te.
Mil vezes infinito. Volta depressa.
6.2.07
Pela última vez...Referendo? Não, obrigada!
Não confiro legitimidade a ninguém para decidir por mim uma matéria tão pessoal.
Nem sequer percebo as razões que levaram à concretização deste referendo! Se o governo fez campanha eleitoral a prometer mudar o estado das coisas que o faça, sem mais.
Por mui bons argumentos a favor ou contra, se é vida ou não é, essa discussão que é tão teológica como o aparecimento da galinha e do ovo só interessa num único momento: aquele em que uma mulher se vê numa situação de gravidez indesejada. Porque nem sequer imagino o drama tão pessoal e tão único que se dá todos os dias.
1.2.07
Terrible Angels

If every angel's terrible
Then why do you welcome them
If every angel's terrible
Then why do you welcome them
You provide the birdbath
I provide the skin
And bathing in the moonlight
I'm to tremble like a kitten
If blue eyed babes
Raised as hitler's little brides and sons
They got angelic tendencies
Like some boys tend to act like queens
Oh if every angel's terrible
Then why do you watch her sleep
You love to hear her sing
And wear purple eyes like rings
Well the flowers have no scent
And the child's been miscarried
Oh every angel's terrible
Said freud and rilke all the same
Rimbaud never paid them no mind
But jimmi morrison had his elevators
His elevators
He had his elevator angels
If every angel's terrible
Why do you hide inside her
Like a child in a skirt
The supermarket's loud and bright
And boy don't she feel warm tonight
Boy don't she feel warm tonight
Boy don't she feel warm tonight
If every angel's terrible...
Cocorosie - La maison de mon rêve - 2004
26.1.07

Aqui a tia Susie está cansada. Cansada das mesmas coisas. Do aborto ou não aborto. De sentenças justas ou não justas. De vôos ilegais ou não ilegais. A discussão anda sempre à volta do mesmo e nunca se ganha nada. Só porque, de facto, a manipulação da opinião pública é quem realmente manda em Portugal. Há muito. E por vontade ou sem vontade dos sucessivos governantes. A manipulação faz ganhar e perder eleições. Controla os nossos sentimentos por causas "alegadamente" públicas ou pessoais e transformadas em circos. Mas isto não é novo nem novidade. Mas é deveras cansativo!




